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- Como funciona
O preço fica dito ao telefone antes de a carrinha sair
É assim que trabalha este serralheiro no Porto, do primeiro toque do telefone até lhe pormos as chaves na mão. Cinco passos, sem letra pequena, e o pagamento só no fim, no local.
Antes de começar
Quem liga para abrir uma porta no Porto normalmente quer saber duas coisas: quanto custa e quando chegamos. À primeira respondemos logo. A segunda depende do trânsito na Ribeira e de onde está a carrinha, e por isso dizemos uma estimativa honesta em vez de um número bonito.
O que não fazemos é aparecer, olhar para a porta e só aí inventar o preço. Esse é o truque mais comum no ramo: um valor baixo ao telefone e depois a «deslocação noturna», a «taxa de urgência» e o «cilindro especial» somados à porta, com a pessoa na rua e sem alternativa.
Aqui a regra é outra. Se no local a porta for diferente do que foi descrito, paramos antes de tocar na fechadura e dizemos o valor outra vez. Pode aceitar ou não. Se não aceitar, fica a deslocação que ficou combinada ao telefone e mais nada.
Dizemos o preço ao telefone. Se a porta for outra coisa, paramos e dizemos outra vez.
Do telefone às chaves
Cada passo tem uma coisa que acontece e uma coisa que lhe pedimos. Se souber a segunda antes de ligar, a chamada dura metade.
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01
A chamada
Liga para o +351 675 5747. Pedimos a morada, o andar e o que se passa: porta só no trinco, fechada à chave, chave partida, cilindro que não roda. Se puder, diga se a porta é de madeira ou blindada. Uma pessoa trancada fora não tem de saber o nome da fechadura, basta descrever o que vê.
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02
O preço
Dizemos um valor fechado para a mão de obra e, se houver peça, o intervalo de preço dessa peça por medida. Numa abertura de noite o acréscimo é dito nesta mesma chamada, nunca à porta. Para portas blindadas e fechaduras de marca pedimos uma fotografia da testa por email antes de fechar valor.
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03
A deslocação
A carrinha sai com cilindros de 30/30 a 45/55, ferramentas de abertura e as peças que costumam falhar. Damos uma estimativa de chegada e ligamos se o trânsito a alterar. Medidas fora desse intervalo e caixas de fechadura de marca encomendam-se, e aí marcamos segunda visita.
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04
O trabalho
Primeiro confirmamos que mora ali: documento com a morada, contrato ou um vizinho que o conheça. Depois medimos. Numa porta batida tentamos a lâmina de trinco antes de qualquer outra coisa. Se o cilindro tiver de ser furado, dizemos porquê antes de pegar no berbequim, e o cilindro novo já está na mão.
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05
As chaves e o pagamento
Testamos cada chave nova na porta aberta e fechada, do lado de fora e de dentro. Só depois se paga, ali, no local. Deixamos o registo do que foi feito e da peça montada, que é o que conta para a garantia.
Como ler a base de preço
No catálogo cada serviço traz uma linha em letra de máquina. Não é um orçamento. É a regra com que o orçamento é feito ao telefone.
| Quando lê | Quer dizer | Exemplo no catálogo |
|---|---|---|
| Valor fechado | Um número dito ao telefone que não muda, desde que a porta seja o que foi descrito. | Abertura de porta batida, extração de chave partida, afinação de porta blindada |
| Mão de obra fixa + peça | O trabalho tem preço certo. A peça varia com a medida e o modelo que escolher. | Troca de cilindro europeu |
| Por modelo e medida | Damos duas ou três opções de cilindro ou ferrolho com o preço de cada uma. | Cilindro de alta segurança, ferrolho de sobrepor |
| Depois de fotografia | Sem ver a marca da fechadura não há número honesto. Uma foto da testa resolve. | Fechadura multiponto de porta blindada |
| Por largura / espessura | Depende de uma medida física da porta ou do vidro, que pedimos antes. | Barra antipânico, fechadura de porta de vidro |
| Acréscimo noturno | Existe e é anunciado antes de a carrinha sair. Se não foi dito, não é cobrado. | Aberturas fora de horas |
Na troca de cilindro dizemos quanto custa a opção de entrada e quanto custa a de alta segurança. Não empurramos a mais cara. Mas se o cilindro for ficar 5 mm fora do escudo, dizemos que se parte com um alicate. A medida certa sai da calculadora do cilindro ou de nós, com um paquímetro.
As perguntas de sempre
E uma resposta curta a quem este serviço não serve: se quer comprar um cilindro para montar sozinho, não vendemos peças ao balcão.
O preço dito ao telefone pode mudar à porta?
Só se a porta for diferente da que nos foi descrita. Acontece com portas que a pessoa julga de madeira e são blindadas por dentro, ou com cilindros que já estavam partidos. Nesse caso paramos antes de tocar na fechadura, dizemos o novo valor e só avançamos se aceitar.
Quando se paga?
No local, depois do trabalho feito e das chaves testadas. Não há pagamentos no site nem transferência pedida antes de a carrinha sair.
Tenho de provar que moro na casa?
Sim, numa abertura. Um documento com a morada, um contrato de arrendamento, uma fatura, ou um vizinho que o conheça e fique ali. Se os documentos estão dentro de casa, abrimos e verificamos logo a seguir, à sua frente. Sem nenhuma destas coisas não abrimos, e é bom que assim seja: a sua porta também não se abre a um desconhecido.
Posso pedir por email em vez de ligar?
Pode, para trabalhos marcados: troca de cilindro, ferrolho, mola aérea, afinação. Use o formulário de contacto e junte a medida se a tiver. Para uma porta batida ligue, porque o email não é lido ao minuto.
E se eu próprio já tentei abrir e estraguei?
Diga-o na chamada. Um cartão partido no trinco ou uma chave de fendas enfiada no cilindro muda a ferramenta que levamos. Não é vergonha nenhuma, é informação que poupa uma viagem.